Sacos plásticos – #assuntosério

Quando a gente compra qualquer coisa, mesmo que seja um pacote de chiclete, a moça do caixa nos dá um saquinho plástico.

O plástico, como toda a minha geração deve ter aprendido na escola, é um diabo feito de petróleo, que demora cinco séculos para se decompor (e fica esse tempo todo liberando substâncias tóxicas), é confundido com alimento e mata animais no mar e na terra.

Além disso:
(Informações da National Geographic, Depto. de Meio Ambiente de São Francisco, Academia Nacional de Ciências do EUA, Programa de Monitoramento de Dejetos da Marinha americana, WWF e BBC)

– São consumidos anualmente entre 500 bilhões e um trilhão de sacos plásticos ao redor do mundo. Menos de 1% deste total é reciclado.

– Processar e reciclar uma tonelada de sacos custa U$ 4000.A mesma quantidade de sacos é vendida no mercado de matérias-primas a U$ 32.

-Cerca de 200 diferentes espécies de vida marinha, incluindo baleias, golfinhos, focas e tartarugas morrem por causa dos sacos plásticos.

– Se usamos uma bolsa de tecido, podemos economizar 6 saquinhos plásticos por semana, ou 288 por ano.
(fiz isso esse final de semana! É super prático para carregar também! Sacolas de tecido não arrebentam com tanta facilidade)

– A China proibiu a distribuição de sacos plásticos gratuitos e, com isso, economizará 37 milhões de barris de petróleo por ano (lembrando que o petróleo, além trazer conseqüências ao meio ambiente, também é fonte de conflitos entre povos)

– Bangladesh proibiu os sacos plásticos. (até onde eu sei, ninguém morreu lá por causa disso)

– Irlanda foi o primeiro país da Europa a cobrar impostos sobre os sacos plásticos em 2002. Desta forma, reduziu o consumo em 90%.

– Ruanda proibiu os sacos plásticos em 2005.

– Israel, Canadá, Índia, Botswana, Quênia, Tanzânia, África do Sul, Taiwan e Singapura também proibiram ou estão em vias de proibir os sacos plásticos.

– Em 27 de março de 2007, São Francisco tornou-se a primeira cidade dos EUA a proibir os sacos plásticos.

Uma sacola de tecido custa R$ 4 no supermercado onde eu faço compras. Nela, consigo colocar: seis latinhas, um pote de sorvete um pacote de espetinhos de queijo coalho e quatro garrafas de vidro de 350ml.

As sacolas de tecido substituem perfeitamente as de plástico, para todo volume de compra e meio de transporte ao supermercado.

É claro que é preciso um pouco de organização para lembrar de levar as sacolas de tecido quando for fazer compras. Mas isso é totalmente viável. O que é inviável é continuar com a taxa atual de uso de sacolas plásticas. O planeta não aguenta!

Foto de Zainub Razvi

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Um guaxinim na Mostra – I

Esse título tem aquele “I” porque eu pretendo escrever mais sobre a 32ªMostra Internacional de Cinema aqui no Blog, apesar da minha estréia um tanto desastrosa.

A Mostra é um evento muito, mas muito interessante, que deve dar um trabalhão para fazer. Reúne filmes de vários países do mundo e ainda por cima traz os diretores de alguns deles para realização de debates. Quem já organizou qualquer tipo de evento deve ter frio na espinha só de pensar em conciliar a agenda dessa galera toda, de todos os cantos do mundo.

Eu não trabalho com ou estudei cinema. Fiz duas disciplinas sobre linguagem cinematográfica na faculdade, na verdade, mas nada que faça de mim alguém habilitado para falar com propriedade do assunto.

Bom, mesmo assim, eu comemoro que existam eventos assim! Ter a oportunidade de assistir a filmes de lugares fora do eixão comercial é poder ver também a relação de povos que conhecemos pouco com a arte.

Antes de ir assistir ao filme que eu vi, eu diria que é uma oportunidade de conhecer o modo de vida destes outros povos, mas dizer isso seria um engano.

Escolhi o filme “O Canto dos Pássaros” porque ele é catalão. Eu já fui a Barcelona e fiquei totalmente apaixonada pela cidade. Imaginei que o filme seria colorido, barulhento e alegre como seu lugar de origem – mas era completamente o contrário.
Sem trilha, em preto e branco, com pouquíssimos diálogos e planos de até dez minutos com a câmera parada! Todas (ou quase todas) as cenas, aliás, eram com a câmera parada. O único momento em que houve uma trilha foi mais de uma hora depois início do filme. As cenas noturnas e externas eram mal iluminadas, como se você as tivesse observando de longe.
Como nós leigos podemos de um filme assim, ele acabou abruptamente sem quem ninguém entendesse nada. (Que porra é essa? – foi o primeiro comentário que eu ouvi entre o burburinho na saída).

Achei legal ter ficado até o final. É claro que o filme foi chato, mas acho que sempre é bom se submeter a narrativas diferentes. Também gostei porque quando for assistir a filmes de lugares que ainda não fui vou ter consciência de que ele não representa o estado de espírito do povo de seu país de origem e talvez nem uma parcela da realidade dele (como fazem alguns filmes nacionais)!

No final das contas, valeu a pena!

Quando eu fechar minha programação para acompanhar outros filmes, posto aqui!

Review gastronômico I – Molico Tentação

Vou começar uma série sobre reviews gastronômicos de baixa caloria.

Explico: fiz uma dieta acompanhada por nutricionista e perdi bons quilinhos =D
O problema é que agora a mamata de um cardápio todo definidinho, que determinava até que horas eu deveria tomar água, acabou! Estou tendo que a me manter assim nesse mundo cheio de calorias com menos influência da nutricionista que me ajudou. Continuo indo lá, agora com menos freqüência, e tenho uma lista de sugestões de pratos magrinhos; só que agora está na minha mão fazer disso parte da minha rotina.

Nos primeiros 40 dias desde o fim da dieta (nossa, como o tempo passa), consegui deixar o ponteiro da balança paradinho! Vou colocar aqui no blog alguns reviews dos alimentos/pratos que têm siso úteis para isso.

O Molico Tentação é um iogourte de potinho super útil para as horas que bate aquela abstinência de doce. Ele é super doce, fica no limite do enjoativo, mas, para as horas em que é isso mesmo que você quer, essa iguaria de chocolate coberto com calda de morango é o “melhor que tá tendo” na categoria ‘até 53 calorias’!

=) Bom… terminei de converter os vídeos que estavam me deixando com tempo livre aqui! Quanta futilidade neste guaxinim…

Para brincar com crianças

Chuva no final de semana, crianças aborrecidas em casa?
Bom, isso não faz parte da minha realidade, mas achei legal colocar esse vídeo aqui, pois meus pais e tios faziam muitas atividades semelhantes comigo, quando eu era pequena.

O vídeo ensina a fazer instrumentos musicais com sucata:

Fica como dica para quem tem pequenos por perto!

Ironias tristes

– Ver um menino de rua com um moletom velho da Hard Rock Café Miami

– Ver um menino de rua com o uniforme (obviamente usado e dado como roupa velha) de uma escola cara, à qual ele nunca teve acesso.

É irônico e é triste. Um ato de solidariedade (dar roupas que não usamos mais) que mostra exatamente o quão injusta é a nossa sociedade.

Isabel, isabéis e seus lapsos!

Estava na hora de eu aparecer por aqui! (está na hora de tanta coisa).

Tem sido difícil me encontrar e vir para cá. Por bons motivos, acho. Vejo uma clara diferença na Isabel de 2007 para 2008. Estou aprendendo muito e tendo a impressão de que vejo o mundo cada vez mais do alto. Mas no meio de tudo isso, vejo também estou devendo telefonemas, cervejas, cafés, declarações.

Fiz esses dias as contas e cheguei à conclusão de que cinco mulheres precisam coexistir em você, para você ser completa: a tratada (que está com unha, cabelo e depilação em dia); a interessante (que lê os clássicos, os lançamentos, jornais, revistas, feeds, assiste às estréias no cinema, vê as peças do momento e, claro, conhece também a crítica de todas elas); a trabalhadora; a dona-de-casa; e a malhada. Errei! Tem mais uma: a afetusa – que liga sempre e não deixa nenhum amigo ou parente se sentindo largado às traças.

Tenho falhado nessa quinta e sexta mulheres que preciso ser para dar conta de tudo que está ao meu redor. É claro que isso não significa que as outras estejam sendo plenamente atendidas, mas pelo menos destas escolho (ou a vida escolhe?) dois ou três itens para levar a sério. Tem comida na geladeira, minhas roupas estão limpas, dei conta dos textos do mestrado essa semana. Ainda não fiz a unha, mas ela também não está indecente. E no meio dessas contas já lembrei de uma sétima: a estudiosa (que faz pós e freqüenta aulas de línguas – uma terceira, porque duas ela já domina); e de uma oitava: a descolada (que sabe onde é o melhor lugar para se comprar as coisas no bairro, quais são os melhores bares e promoções do momento, etc).

Nunca perdoei falta de tempo como desculpa para nada, não tentaria agora fazer ninguém engolir essa. Não é por falta de tempo que tenho deixado algumas de minhas mulheres desnutridas. É por falta de espaço na cabeça para pensar, lembrar de todas as esferas em que eu preciso agir. Esqueço que gosto de música, da mesma forma que esqueço de regar as plantas.

Está na hora de muita coisa. Tomara que lidar com isso seja algo que se aprenda, e não com que se acostume.

UPDATE:
Arrumei uma passadeira! Quem sabe agora sobre cabeça para mais isabéis. Não que eu passasse roupa antes, mas perdia espaço da cabeça lamentando que elas estivessem amassadas.