Yes, nós temos linchamentos on-demand!

Hoje eu fui a um evento sobre televisão e novas mídias. Ainda estou aqui tentando digerir o que ouvi.

No evento de hoje, fui apresentada à lógica de produção e concepção de uma tevê comercial no ambiente web.

Em uma palestra de mais de uma hora, com cachoeiras de cases de um grupo consideravelmente grande de comunicação, sequer um que promovesse a participação efetiva do espectador (que aliás, foi chamado de cliente), usasse a rede para aprofundar o conteúdo, ou fizesse qualquer coisa além de entregar entretenimento passivo em outra plataforma. Não por incompetência, ou falta de conhecimento sobre a rede, pelo contrário – por opção editorial.
Lá pelas tantas, o palestrante disse algo assim: tem muitas imagens que nós não podemos colocar em um telejornal, um linchamento, por exemplo. Esses dias teve o caso do Lindemberg… o Ministério Público enche o saco, as pessoas se incomodam por ver isso na tevê, com criança na sala. Mas, poder ver isso no celular gera muito interesse.
O Ministério Público enche o saco? Perdão cavalheiro, o sr. está falando de linchamento na tevê! Que é que tem na cabeça quem pensa que a web e a mobilidade vieram para que a gente possa ver linchamentos sem tirar as crianças da sala?
Aff, para mim, que fico aqui, lendo feeds sobre experiências legais e contrutoras de conhecimento na web, foi como se os caras chatos tivessem descido pro play.
Caiu vinho no vestido da noiva!
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